


A Serratula tinctoria subsp. seoanei (Willk.) Lainz é uma pequena planta da família das compostas.
O nome do género provém das margens serrilhadas, enquanto o epíteto específico resulta da sua utilização na obtenção de um pigmento amarelo, a luteolina, outrora usado na indústria têxtil.
Cresce em clareiras húmidas de solos siliciosos bem constituídos e profundos, em zonas de turfeiras, cervunais (formações herbáceas de Nardus stricta em zonas de alta montanha), embora mais frequentemente surja associada a formações de nanofanerófitos com grandes índices de cobertura constituídos por Calluna vulgaris, Ulex minor, Erica ciliaris, Erica tetralix, bem como herbáceas dos géneros Scorzonera, Agrostis e Carex.
É uma planta quase glabra de cor verde viva, constituída por uma roseta de folhas basilares ovadas a lanceoladas com pecíolo muito comprido e margem serrada de forma lirado-penatifendida sendo as restantes penatissectas com segmentos lanceolados a linear lanceolados.
Esta vulnerável planta tem uma ocorrência muito restrita nas regiões onde habita. Em Portugal está confinada ao Noroeste e Centro Norte (a população ilustrada nas fotos estará perto do limite sul da sua área de distribuição, situada no Concelho de Ourém).
Floresce entre Agosto e Outubro, mas por vezes muito poucos indivíduos dão flor, as populações parecem estar muito dependentes da reprodução vegetativa, sendo frequente encontrar-se poucos ou apenas um indivíduo em flor (como se verificou durante dois anos seguidos na população acima mencionada).
14 de Dezembro de 2009
Em turfeiras, cervunais e matos higrófilos.
Norte da Península Ibérica e sudoeste de França
Agosto a Outubro
Nenhum.
- Caxarias (Ourém).
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